domingo, 7 de novembro de 2010

Tu e Eu

Uma das rarísimas poesias de Luis Fernando Veríssimo, do livro "Poesia numa hora dessa?"

Tu e Eu

de

Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de só saber crescer
até dar pé.
Eu não sei onde quero chegar
e só sirvo para uma coisa
- que não sei qual é!
És de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu,lipa
Eu,calipto.

Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemães
o mais leve.
És vidrada no Lobão
eu sou mais albônico.
Tu,fão.
Eu,fônico.

És suculenta
e selvagem
como uma fruta do trópico
Eu já sequei
e me resignei
como um socialista utópico.
Tu não tens nada de mim
eu não tenho nada teu.
Tu,piniquim.
Eu,ropeu.

Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
és uma miss, eu um místico.
Tu,multo.
Eu,carístico.

És colorida,
um pouco aérea,
e só pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e só penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sã e o outro insano.
Tu,cano.
Eu,clidiano.

Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e ânimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinônimo.
Tu não temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu,tano.
Eu,femismo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vídeos postados

Postado por Denise Vilardo , em 17/07/2008 02:16:34

Israel Kamakawiwo'ole - Somewhere Over The Rainbow Lyrics

  • Vídeo: Imagina

    Postado por Denise Vilardo , em 16/09/2008 23:35:05

    Música de Tom Jobim e Letra de Chico Buarque participação de Bia Paes Leme Show "Carioca" - Tom Brasil - out 2006

Postado por Denise Vilardo , em 02/12/2008 17:43:10

Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto Vídeo Oficina de Comunicação. Universidade Veiga de Almeida 2007.2 Alunos: Bruna Martins, Letícia Antunes, Luiz Guimarães e Rafael ...


Fotos

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Postado por Denise Vilardo , em 21/12/2007 17:45:59

Foto de Roberto Guimarães/RJ

Morro Dois Irmãos - Rio de Janeiro

Postado por Denise Vilardo , em 13/01/2008 23:43:07

Foto de: Graham Hamilton

 Essa terra ainda vai cumprir seu ideal

"Essa terra ainda vai cumprir seu ideal"

Postado por Denise Vilardo , em 10/03/2008 00:30:05

O Brasil tá na moda

O Brasil tá na moda

Postado por Denise Vilardo , em 14/06/2008 14:27:56

O Brasil está na moda por causa da sua cena cultural, da música e do cinema.

Apresentações

Postado por Rodrigo Lara Mesquita , em 12/10/2007 18:03:54

Morre José Saramago

(Destaque)

Morre José Saramago

Postado por Denise Vilardo , em 18/06/2010 11:53:48

Educar para a paz

Por Fundação José Saramago

Resulta muito mais fácil educar os povos para a guerra do que para a paz. Para educar no espírito bélico basta apelar aos mais baixos instintos. Educar para a paz implica ensinar a reconhecer o outro, a escutar os seus argumentos, a entender as suas limitações, a negociar com ele, a chegar a acordos. Essa dificuldade explica que os pacifistas nunca contem com a força suficiente para ganhar… as guerras.

“Israel vive às custas do Holocausto”, em Palestina existe!, Madrid, Foca, 2002 [Prólogo e edição de Javier Ortiz] [Entrevista de Javier Ortiz]

Tudo vale a pena se a alma não é pequena...

(Destaque)

Tudo vale a pena se a alma não é pequena...

Postado por Denise Vilardo , em 24/05/2010 19:51:37

Fernando Pessoa

Pieter Bruegel

(Destaque)

Alchemist - Pieter Bruegel

Postado por Denise Vilardo , em 25/07/2008 02:17:04

Rupestre

(Destaque)

Representação de caça encontrada no Rio Grande do Norte: uma das mais antigas pinturas rupestres do mundo

Postado por Denise Vilardo , em 12/07/2008 11:54:05

Guignard

(Destaque)

Guignard

Postado por Denise Vilardo , em 12/05/2008 09:51:21

Parque Municipal Américo Renné Gianneti - Belo Horizonte

Daltonismo

(Destaque)

Daltonismo

Postado por Denise Vilardo , em 08/05/2008 13:44:50


olhe de novo:
não existem brancos.
não existem amarelos.
não existem negros.
somos todos arco-íris.


(Ulisses Tavares)

Van Gogh

(Destaque)

Van Gogh

Postado por Denise Vilardo , em 01/04/2008 15:22:09

Kandinsky

(Destaque)

Kandinsky

Postado por Denise Vilardo , em 06/03/2008 16:13:14

René Magritte

(Destaque)

René Magritte

Postado por Denise Vilardo , em 17/01/2008 02:59:04


Matisse

(Destaque)

Matisse

Postado por Denise Vilardo , em 30/11/2007 21:39:54

Ensinamento

(Destaque)

Ensinamento

Postado por Denise Vilardo , em 01/11/2007 10:54:02


Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.

Adélia Prado

Mondrian

(Destaque)

Postado por Denise Vilardo , em 21/10/2007 00:45:11

A imagem “http://www.iadedesign.com.br/acervo/iade/i000078_8_.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

www.iadedesign.com.br/acervo/iade/i000078_8_.jpg

Em tempos de eleições: "Avisa ao formigueiro, Vem aí tamanduá"

Denise Vilardo comentou em: 09/09/2010 20:17

Em tempos de eleições: "Avisa ao formigueiro, Vem aí tamanduá"

Ler e ouvir Ivan Lins nesses tempos inacreditáveis...

"Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Pra começo de conversa, tão com grana e pouca pressa
Nego quebra a dentadura mas não larga a rapadura
Nego mama e se arruma, se vicia e se acostuma
E hoje em dia está difícil de acabar com esse ofício

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Repinique e xique-xique, tanta caixa com repique
Pra entupir nossos ouvidos, pra cobrir nossos gemidos
Quando acabar o batuque aparece outro truque
Aparece outro milagre do jeito que a gente sabe

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Tanto furo, tanto rombo não se tapa com biombo
Não se esconde o diabo deixando de fora o rabo
E pro “home” não ta fácil de arrumar tanto disfarce
De arrumar tanto remendo se ta todo mundo vendo

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá"

Um pouco de Leonid Afremov

Denise Vilardo comentou em: 24/08/2010 23:03

Um pouco de Leonid Afremov

Palavras para uma cidade, de José Saramago

Vídeo do Youtube

Botequim do Rio, em Joanesburgo, deve atrair 50 mil pessoas

Denise Vilardo comentou em: 15/06/2010 01:55

Botequim do Rio, em Joanesburgo, deve atrair 50 mil pessoas

Com investimento de US$ 200 mil, foi montado em Joanesburgo, na África do Sul, o Botequim do Rio. O objetivo do espaço é divulgar os atrativos da capital fluminense como uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Segundo o diretor do Rio Convention e Visitors Bureau, Paulo Senise, cerca de 50 mil pessoas devem passar pelo bar durante os 30 dias de funcionamento.

Na próxima quarta-feira, o Botequim realiza uma cerimônia que contará com a presença da secretária de Turismo do Rio de Janeiro, Márcia Lins, outras autoridades e ex-jogadores de futebol. Será a comemoração dos 60 anos do Maracanã.

Ação do Rio Convention & Visitors Bureau, em parceria com a Riotur e a TurisRio, o lugar tem todos os ingredientes dos botecos cariocas: petiscos da chef Mara Cury, do Botequim Informal, caipirinhas à base da cachaça Germana, samba e bossa nova comandados pelo trio do Maestro Wilson Nunes e até uma réplica do famoso calçadão de Copacabana. Confira a entrevista em vídeo e conheça um pouco mais do espaço.

http://www.mercadoeeventos.com.br/ArqConteudoOffLine/Arq25681.wmv

http://atazanandobeckenbauer.blogspot.com/

Tem gente que é assim

Denise Vilardo comentou em: 09/06/2010 11:09

Tem gente que é assim

por Dênio Maués

"Tem gente que fala intimidades ao celular no meio da rua. tem gente que, no meio da rua, fala sozinha – como se estivesse na intimidade do lar.

tem gente que nunca muda. tem gente imprevisível. tem gente chata que nunca vai embora. tem gente que compra livros, mas não lê. tem gente que ouve blues, mas não chora. tem gente que tira férias para ver reality show na tv. tem gente que vai pra tv participar de reality show.

tem gente que não tem carro em são paulo. tem gente que tem carro importado e blindado. tem gente que prefere voar de helicóptero. e tem quem sonhe, um dia, voar de helicóptero blindado.

tem gente que tem rolex para ver as horas. tem gente que rouba rolex. tem muita gente que não vê a hora da fome passar. tem gente que passa a vida a trabalhar. enquanto isso, em brasília, tem gente que só atrapalha – além de roubar dos que trabalham.

tem gente que acha que existe verdade. tem gente que jura que não mente. tem gente que morreu e não sabe. tem gente que passa a noite no cemitério. tem gente que tatua o rosto. tem gente que bifurca a língua como serpente. e tem quem fique suspenso pela pele em ganchos de ferro. tem muita gente que ri quando sente medo. e tem gente que se leva muito a sério.

tem gente que sonha em ser presidente do Brasil. tem gente que sente saudades da ditadura. tem gente que faz sexo sem camisinha. tem gente que nunca pede desculpas. tem gente que adora pular carnaval. tem gente pra tudo e ainda sobra. tem gente que até se acha normal."

MPB na África do Sul

Denise Vilardo comentou em: 14/06/2010 23:19

A Música Popular Brasileira está presente na Copa do Mundo.

É um espaço para brasileiros e não brasileiros se encontrarem durante a Copa, ouvirem o que há de melhor na MPB e, de quebra, assistir os jogos e bater papo.

No comando dos trabalhos estão o maestro, pianista e arranjador - Wilson Nunes; no cavaquinho e bandolim - Diogo Rosa; e na percussão, Negão, do Bangalafumenga.

http://atazanandobeckenbauer.blogspot.com/2010/06/terca-feira-1506.html

NOSSO ENCONTRO CULTURAL

Eduardo Lopes comentou em: 11/06/2010 07:38

AMIZADES BEM AMIGAS

Nosso reencontro, sentimento e sedução

Distinto e gracioso, seu modo manifesto

Porque nada turva, nem se faz de resto

Será por tudo e presto, cultura e emoção

Eduardo Lopes

CONVITE

ROSÂNGELA ALVES GOMES comentou em: 15/04/2010 12:35

CONVITE

Te quero fonte de luz a brilhar

A espalhar por todo canto

Onde houver pranto um olhar

Que possa contagiar

Toda essa gente a chorar

Que do choro brotem risos

Guizos a balançar,

A cantar,

Belas canções de ninar

Te quero fonte de calor a pulsar

A espalhar por todo canto

Onde houver dor, um olhar

Que possa fortalecer

Toda essa gente a sofrer

Que dos gemidos brotem filhos

A reviver

Esperanças que não podem morrer

Te quero força e canção a ecoar

A espalhar por todo canto

Onde houver sombra, um olhar

Que possa enxugar o pranto

Levando cor e acalanto

Pra esses homens cansados

Oprimidos, desesperados

De fome e de sede

De amor

(RôGomes)

Saiba

Denise Vilardo comentou em: 02/12/2008 17:37

Saiba

Arnaldo Antunes

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu

Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
e também eu e você

Outras categorias tão unidas ... e artes plásticas?

EDSON LUIZ MARQUES comentou em: 24/04/2009 23:20

Sinto tantas dificuldades quanto as artes plásticas, me parecem distante a união entre integrantes desta categoria, será que sou eu ou ountros também sentem a mesma dificuldade. Fica essa pergunta no ar?

Janela de Ouro

Denise Vilardo comentou em: 29/10/2009 21:26

Egberto Gismonti

Não quero mais o cheiro de dor
Confusão, os dias febris
Descobrir um país na manhã ao som dos sinos de metal
Na vila do mar
Não sabia quanta chuva e sol
Eu trazia entre as minhas mãos
Eu esperei a pedra gritar
Mas Maria Cruz não sabe porque
O suor, os dragões da manhã
E o mistério do sertão
No país do sol
Acho o rastro da destruição
E essas serras não me enganam mais
Não quero mais o mofo e o pó
A cicatriz perdendo suor
Traição, e clarins na manhã ao som dos sinos de metal
Na vila do mar
Não sabia quanta chuva e sol
Eu trazia entre as minhas mãos
A traição, a traição...


VILA CHÃO

Eduardo Lopes da Silva comentou em: 21/01/2009 20:25

Vila Chão, não é uma história, pois nunca foi contada.
Brotou e não se sabe onde, só pode ter sido lá...perdida no sertão; em algum lugar, que ninguém viu.
Fui procurar Vila Chão. Foram muitas léguas de andança e perguntação, muito chão pisado, campos, capoeiras, grotas e cerrados vencidos. Muitas matas queimadas e outras ainda esquecidas.
Cheguei a um lugar onde encontrei um velho sentado sob uma árvore. Nem parecia perdido como eu. Estava lá, sentado em uma pedra, pensando.
Perguntei por Vila Chão.
- Porque procura se ninguém viu?
- Porque acho que existe, que é meu lugar no mundo.
- O que você procura deve ser só ilusão, do que sempre ouvi falar por estas bandas.
- Maravilha! O que ouviu?
- Que existiu e não existe mais. Que foi destruída num turbilhão de maldade, que veio de lá, da civilização.
- Como foi isto? Quero saber.
Olhou-me fixo e demoradamente. Eu queria saber de Vila Chão e ele queria saber se eu merecia.
Eu já estava sentado noutra pedra, defronte, tão quieto que me identifiquei com ela. Segurei aquele seu olhar enquanto pude, profundo, penetrante, pensativo.
Deu para perceber que marejava. Também achei que na demora, segurava a emoção.
Com voz embargada insisti: - Preciso saber.
Mais um tempo...eterno, como toda esperança.
- Te conto, mas fica aqui entre nós, não conta pra mais ninguém.
- Porque não posso?
- Não conta que chegou tão perto. Se é o teu lugar, não deixa ninguém chegar. Pois o lugar da gente é a vida de gente, só da gente. Era só meu, agora será também o teu.
Aspirou fundo o ar da mata que nos envolvia. Começou a relatar o que sabia.

- Vila Chão, ah Vila Chão, suspirou.
- Nasceu como tudo que brota, veio do solo que nos alimenta e que um dia nos quer de volta. Está vendo esta terra, vê como é da cor das plantas? Este verde escuro e de outros tons? Foi com ele que a gente do lugar fez suas casas. O vilarejo era verde, sumido no meio do mato...da mesma cor.
- Ah, por isto então ninguém via?
- Ninguém via e se alguém a procurava não achava.
- Uma camuflagem!
- Isto mesmo, camuflada. Seria melhor se nunca fosse encontrada. Mas alguém achou e aí veio toda a desgraça. Certas coisas boas desta vida não devem mesmo aparecer, melhor que fiquem escondidas. O mundo é mau.
- É mesmo, o mundo é mau. Mas como foi que aconteceu?
- Um dia veio um gringo, sei lá de onde. Procurava aventura, coisas diferentes. Andava cansado das coisas de lá. Falava esquisito, do jeito dele, mas parecia bom no jeito e no coração. A gente pôs fé nele.
- O que fez de mau?
- Talvez nada não senhor. É que a gente do lugar fazia arte com o barro verde do lugar: objetos, coisas e figuras. Coisas de usar e coisas de enfeitar. Ele gostou e comprou algumas peças.
- Nada de mal nisto...
- Nada não. Parece que não. Mas levou e sumiu. Passados muitos anos, uns dez, acho, vieram outros. Diziam que toda a gente de Vila Chão teria que sair pois o lugar não era mais nosso. Desapropriação, diziam.
- Como assim?
Mostraram documentos, papeis do governo, tudo passado por cartório. A vida não era mais a mesma. O sofrimento foi grande homem de Deus.
- Porque isto?
- Viemos a saber: nosso barro, nossa vida, valia mais, muito mais. Era muito especial, única jazida no mundo. Servia para muitas outras coisas que a gente nem sabia o que. Iam montar uma grande usina.
- Fizeram?
- Fizeram nada. Tentamos evitar...foi guerra feia. Eu era menino, escapei porque me cobri de barro e cai no mato. Misturei as cores e desapareci. Ninguém mais...
- E eles?
- Sobrou ninguém.
- Não vieram outros?
- Acho que desistiram? Este lugar caiu no esquecimento. Ninguém mais veio, só você agora.
- Entendi.
Agradeci e me despedi dele.

Onde fica Vila Chão? Não posso contar, prometi.
Seria meu lugar e eu nem sei se existe de fato. A vida que queremos nem sempre é real. Pode até ser virtual...mas é a vida que vivemos.
Como toda arte: vivenciamos!


Eduardo Lopes

Venha brincar!

Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto comentou em: 23/10/2007 01:03

Venha brincar! Passe o mouse pela tela e comente o tópico citando o nome do artista que a imagem te lembra...

(se clicar no mouse enquanto estiver pintando a cor da tinta mudará)

Vida e vida de Fausto Wolff

Denise Vilardo comentou em: 17/09/2008 00:30

Das últimas e penúltimas perdas que temos tido, uma me deixou profundamente órfã. Foi a morte do escritor, poeta e jornalista Fausto Wolff.

Um sujeito coerente, combativo, idealista, talvez o maior que conheci.

Com ele aprendi e compreendi mais sobre a história do nosso país.

Com ele aprendi que bom senso pode ser servido com emoção. Que dependemos sempre uns dos outros e que a tolerância anda de mãos dadas com o discernimento. E que toda a sorte de violação aos seres humanos é indigna e injustificável.

Com ele aprendi que...

"Tudo é muito bobo

e humano.

Eu também,

bobo e humano,
se não me engano."
(Impressão)

E que...

"As lágrimas são decisivas.

Elas fazem você viajar.

Quem chora,
busca todas suas distâncias."
(Geografia)

E a gente custa a perceber, que...

"Os cavalos não correm

para vencer.

Correm para correr,
pois para isso
foram desenhados.
Também não vivo
para vencer.
Vivo para viver,
pois para isso
me desenhei."
(Autosofia)

E, confesso, aqui, apenas pra vocês...

"Tenho um passarinho

que pega minhas angústias

e as joga
no Mar Morto,
onde não fazem
mal a ninguém.
Na volta para casa
ele pega as esperanças
e deposita na minha cama
antes de eu acordar."
(Sonho)

Um grande abraço a todos

Denise

Para saber mais sobre o Fausto: http://www.olobo.net/index.php

As poesias acima reproduzidas são do Fausto e estão no livro “Cem poemas de amor e uma canção despreocupada” – Ed. Bertrand Russel

Cântico negro

Denise Vilardo comentou em: 20/06/2008 13:33


José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...


Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio
, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

Artista recria jogo 'Onde está o Wally?' no Google Earth

Denise Vilardo comentou em: 29/04/2008 11:04

Canadense pintou personagem de 16 metros sobre prédio em Vancouver.

Ela convida internautas a localizarem figura em imagens de satélite do Google.

A artista plástica canadense Melanie Coles vai usar a tecnologia do Google Earth para recriar na internet o jogo "Onde está Wally?". Em seu projeto de graduação no curso de arte e design, Melanie decidiu colocar um desenho gigante do personagem no topo de um prédio em Vancouver, no Canadá.

A idéia de Melanie é criar um jogo interativo assim que as fotos da cidade forem atualizadas no serviço Google Earth, que mostra uma reprodução do globo terrestre composta por imagens feitas via satélite.

Para fazer o "jogo", a artista criou uma reprodução de 16 metros de altura de Wally, personagem criado pelo cartunista britânico Martin Handford em 1987 e estrela de centenas de livros em todo o mundo. Todo o processo foi documentado em um blog, onde também é possível ver uma imagem aérea do local.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL392903-6174,00.html

Nuvem Negra

Denise Vilardo comentou em: 17/05/2008 20:34

Djavan

Não adianta me ver sorrir
Espelho meu
Meu riso é seu
Eu estou ilha... da
Hoje não ligo a TV
Nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair
Se ligarem não estou
À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor
Eu não sei

Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tu... do
Passa nuvem negra
Larga o dia
E vê se leva o mal
Que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar
Me derrubou
não sabe parar de crescer
e doer

Sergio Niculitcheff

Antonio Carlos Lima Nogueira comentou em: 15/04/2008 00:38

Recomendo o site do artista Sergio Niculitcheff, professor no curso Ateliê de Pintura, que estou fazendo no MAM SP.

Para visitar clique aqui.

Um abraço!

Perplexidades...

Denise Vilardo comentou em: 12/03/2008 09:41

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.

Eu não: quero uma verdade inventada...

...Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca..."

(Clarice Lispector)

O olhar feminino

Denise Vilardo comentou em: 07/03/2008 13:21

Para os homens e mulheres da Rede Peabirus

Um grande abraço pelo Dia Internacional de todos nós!


Denise


O olhar feminino

Por Maria Rosa de Miranda Coutinho*

Olhar a nossa sociedade não é fácil, muito menos ser mulher com sonhos e projetos numa sociedade ainda fortemente machista. Mas olhar é a ação primeira do mundo feminino que prefere observar, analisar para depois fazer suas escolhas.

É a mulher que indaga, busca explicações e se emociona com as notícias de violência e com qualquer dor alheia. Raras exceções calculam apenas danos materiais ou morais.

Colocar-se no lugar do outro ou da outra ainda é o papel principal da mulher, seja ela jovem ou idosa. É ela que percebe a fome no rosto da criança, a dúvida no olhar do aluno, os problemas dos filhos.

Será, contudo, esse olhar um privilégio apenas da mulher? Com certeza não, mas é, sem dúvida, o papel que lhe coube quando o machismo muitas vezes não permite ao homem chorar, ser delicado ou complacente.

Embora os homens tenham contribuído para a revolução cultural, a mulher precisou assumir um certo feminismo político dividida entre a emoção e a razão.

Encontramos na discussão sobre a relação de gênero a complexidade da convivência desses dois universos: masculino e feminino. No entanto, descobriu-se mais do que uma complexa relação, uma realidade complementar em que ambos aprendem e ensinam.

Mesmo chegando, teoricamente, a um grau de harmonia, não é possível ignorar o olhar feminino que norteia a sociedade, esta construída com os desequilíbrios humanos, insensatez e, sobretudo, pensada com a dinâmica do poder. Olhar que elucida, alenta e humaniza.

O olhar feminino arrebata e consegue fazer os homens se enxergarem mais e identificarem suas inseguranças e dores. Talvez este seja o único caminho para a verdadeira igualdade de gênero, quando o feminismo não se tornará mais necessário e as diferenças no campo profissional e na formação desaparecerá.

No momento em que uma mulher olha para a vida, estabelece uma comunhão de sensações, afetos e entendimentos porque quer experimentar conscientemente a liberdade de viver. Liberdade que nem homens, nem mulheres conhecem na sua essência e por isso insistem em magoar e reprimir uns aos outros.

Infelizmente, vivemos todos numa sociedade que não é livre. Homens e mulheres são reféns da violência, do vício, do fanatismo, da politicagem e da exploração.

O olhar feminino busca, apesar de tudo, um espaço para a cumplicidade entre homens e mulheres, onde a vivência social ganha uma nova leitura do ponto de vista político, econômico e cultural.

Imperdoável seria esse olhar perder-se num feminismo fechado e idealizar uma guerra nas diferentes áreas de atuação da mulher. Mais irreparável seria o olhar masculino não mais enxergar o romantismo, a poesia e o afeto em seu par.

Contudo, lembrando a comemoração do dia internacional da mulher, acho importante desejar aqui que homens e mulheres conquistem, a cada dia, a felicidade com o olhar voltado para um compromisso mútuo, com base na honestidade e na compreensão das diferenças.

* Professora universitária de Sociologia. mariarosacoutinho@yahoo.com.br

Fonte: Revista Envolverde

Meus quadros

Antonio Carlos Lima Nogueira comentou em: 06/03/2008 19:13

Caros,

Convido para que visitem meu álbum de pintura armazenado no Picasa. Clique aqui.

A Carlos

Villa-Lobos no Wall Street Journal

Denise Vilardo comentou em: 28/02/2008 14:13

Matéria publicada no Wall Street Journal: http://online.wsj.com/article/SB120250542437754715.html


Villa-Lobos, Composer Without Borders

The Brazilian's Rich Legacy Has Been Too Long Forgotten Here
By BARRYMORE LAURENCE SCHERER


With his mesmerizing eyes and ever-present cigar, the historic image of the Brazilian composer Heitor Villa-Lobos (1887-1959) occupies a central place in the affections of those who make up the concert audiences in São Paulo and Rio de Janeiro. Over his six-decade career, he became a national hero, writing hundreds of works in which he absorbed rhythms, melodies, instrumentation and techniques as easily from the streets and cafés of Rio as from the hinterlands along the Amazon River. Moreover, he also assimilated European ideas and techniques from composers as diverse as Bach, Debussy and Stravinsky, combining these strands into a colorful fabric that was very much of his own design.

Living in Paris during the 1920s, Villa-Lobos gained the admiration of such European composers as Ravel, Stravinsky and Prokofiev, enjoying a particularly close friendship with Darius Milhaud as well as with the pianist Artur Rubinstein. As a composer and conductor, Villa-Lobos brought attention to Brazilian music, and as the architect of a program of music education -- especially through choral singing -- he nurtured several generations of future audiences in his homeland.

Given the scope of his legacy -- from symphony and opera to piano music and songs -- it is sad that in recent decades most music lovers would be hard pressed to name any of his works apart from the nine "Bachianas Brasileiras" (Bach-style dance suites incorporating Brazilian musical forms).

Villa-Lobos e Orquestra da Filadélfia


Moreover, relatively few concert audiences know just how strong the ties are between Villa-Lobos and Brazilian popular music. For some time after the premature death of his amateur-musician father (who had taught him), he earned his living playing cello in restaurant and theater orchestras, soaking up the latest dances and operettas of the time. One musician who feels the strength of these ties is Marcelo Bratke, 48, a Brazilian pianist highly regarded for his interpretations of music by such 20th-century masters as Milhaud, Satie, Copland, Berg and Webern.

This Saturday evening, Feb. 9, Mr. Bratke will be joined at Carnegie's Zankel Hall in New York by two fellow Brazilians, the popular singer-guitarist Dori Caymmi and the operatic soprano Rosana Lamosa, in "The Villa-Lobos Event: Encounters With Brazil," a program highlighting three facets of Villa-Lobos's kaleidoscopic oeuvre. The composer's fascination with Brazilian childhood will be illustrated by his piano suite, "A Prole do Bebe No. 1," and selected children's songs. His most familiar work, the haunting soprano aria from "Bachianas Brasileiras No. 5," will be featured in a section examining the composer's affinity for Bach. The concert's final third, "Rhythm and Nature," mingles three of the composer's works with popular pieces by Antônio Carlos "Tom" Jobim, Claudio Santoro and other Brazilian songwriters.

Discussing this concert from his London home, Mr. Bratke says: "When I was a boy . . . every Brazilian mother -- including mine -- put her babies to sleep by singing melodies from the 'Cirandinhas,'" small piano pieces in which Villa-Lobos mixed his own melodies with those of Brazilian folk songs. For Mr. Bratke, "Villa-Lobos's eclectic freedom and openness to stylistic experimentation are at the root of his greatness as a composer." He quotes the composer himself, who in the 1950s declared that "my training has been everything but academic, and I don't regret it. I learned music from the popular musicians, the dancers and the percussionists of Carnaval, from the sound of the streets of Rio and from nature. So for me there are no boundaries between classical and popular music."

Because Villa-Lobos assimilated so much from the popular culture of his time, he has had, says Mr. Bratke, an extraordinary influence on Brazilian popular culture thereafter. "Bossa Nova, for example, would not exist had Villa-Lobos not lived." He explains that "Villa-Lobos introduced many Afro-Brazilian folk rhythms to urban Brazil, mixing them with the harmony of such French Post-Impressionist composers as Milhaud. Subsequently the classically trained Brazilian jazz composer Tom Jobim was profoundly influenced by Villa-Lobos, and incorporated a lot of Villa-Lobos's harmonic language into his own jazz compositions, from which evolved the Bossa Nova style in 1958." Jobim (1927-94) wrote his most famous Bossa Nova number, "The Girl From Ipanema," in 1962.

Despite this remarkable influence, Mr. Bratke realizes that even in Brazil today there is a lot of work to be done toward expanding the knowledge of Villa-Lobos.

"Brazil is a socially stratified country where a lot of priorities come before concert music," he observes. "Small towns and villages have no access to classical concerts. And in the cities, where concerts are extremely expensive, the audiences are mainly gray-haired businessmen and their wives. It's very elitist! But when you arrange an open-air concert, everybody comes, from all social classes and different cultural backgrounds they come, hungry for music. This makes me think about using music's ability to bring people together even in a society like Brazil's."

This was something at the heart of Villa-Lobos's artistic philosophy, he says. "And this is why, half a century after his death, his music has a special resonance in our globalized society."

Spam vira arte em pinturas na web

Denise Vilardo comentou em: 10/11/2007 18:45

As mensagens de spam que congestionam caixas de entrada (ou de lixo eletrônico) ganharam um ar mais simpático nas ilustrações de Linzie Hunter.

A artista transforma as frases típicas de spam em ilustrações coloridas. As imagens fazem parte do álbum "Spam One-Liners", que a ilustradora mantém no site de compartilhamento de fotos Flickr.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL176435-6174,00-SPAM+VIRA+ARTE+EM+PINTURAS+NA+WEB.html

São Thomé das Letras - MG

Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 18/01/2008 00:21

Foto: Sérgio Parreiras Pereira - 17/01/2008 - 06:20 am

Reinauguração

Denise Vilardo comentou em: 29/12/2007 19:00


* Foto: Denise Vilardo - vôo: Porto Alegre - Rio de Janeiro - maio/2007

Aos companheiros da Rede Peabirus, desejando que continuemos juntos no desbravamento das trilhas incessantemente reinventadas.

Um grande e fraterno abraço!

Denise Vilardo

Reinauguração

Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,

Entre a desmistificação e a expectativa,

Tornamos a acreditar, a ser bons meninos,

E como bons meninos reclamamos

A graça dos presentes coloridos.

Nossa idade – velho ou moço – pouco importa.

Importa é nos sentirmos vivos

E alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,

A exata beleza que vem dos gestos espontâneos

E do profundo instinto de subsistir

Enquanto as coisas em redor se derretem e somem

Como nuvens errantes no universo estável.

Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos

A um sol diferente que nos acorda para os

Descobrimentos.

Esta é a magia do tempo.

Esta é a colheita particular

Que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,

No acreditar da vida e na doação de vivê-la

Em perpétua procura e perpétua criação.

E já não somos apenas finitos e sós.

Somos uma fraternidade, um território, um país

Que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro

E desenvolve seu frágil projeto de felicidade.

Carlos Drummond de Andrade

Uma pitada de Cora Coralina

Denise Vilardo comentou em: 02/12/2007 17:30

Recordação generosa da Maria Marta Chagas Jacinto

Considerações de Aninha

Melhor do que a criatura, fez o criador a criação. A criatura é limitada. O tempo, o espaço, normas, costumes. Erros e acertos.

A criação é ilimitada. Excede o tempo e o meio.

Projeta-se no Cosmos.

Relógio Digital Manual

Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 23/11/2007 16:24

Relógio Digital Manual

Clique AQUI

NO ANO QUE VOCÊ NASCEU,ESTA S MÚSICAS FAZIAM SUCESSO ! ! !

Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 23/11/2007 16:20

NO ANO QUE VOCÊ NASCEU,ESTA S MÚSICAS FAZIAM SUCESSO
!!!


Clique no link.....ao abrir.....clique no ano de seu nascimento ou outros anos e ouvirá músicas com gravações originais que foram sucesso na época!!!!!
CLIQUE AQUI http://www.tropicalglen.com/

As abelhas e as flores do cafeeiro.

Sérgio Parreiras Pereira comentou em: 04/11/2007 13:34

O Meu Olhar

Denise Vilardo comentou em: 18/10/2007 00:31

Caros, aí vai um pouquinho do que gosto... pra compartilhar e nos deliciarmos.

Um grande abraço

Denise Vilardo

II - O Meu Olhar

Alberto Caeiro

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Será Arte?

Denise Vilardo comentou em: 09/10/2007 19:24

Caríssimos, inauguro esse espaço, que é de todos nós, convidando-os a se deixarem envolver pelo texto do Ferreira Gullar - "Traduzir-se" e aproveitar para ver/ouvir o vídeo, onde o Fagner e o Chico Buarque cantam, juntos, esse poema que foi musicado pelo Fagner. Um grande e fraterno abraço! Denise Vilardo

Traduzir-se Ferreira Gullar Uma parte de mim é todo mundo Outra parte é ninguém, fundo sem fundo Uma parte de mim é multidão Outra parte estranheza e solidão Uma parte de mim pesa, pondera Outra parte delira Uma parte de mim almoça e janta Outra parte se espanta Uma parte de mim é permanente Outra parte se sabe de repente Uma parte de mim é só vertigem Outra parte linguagem Traduzir uma parte na outra parte Que é uma questão de vida e morte Será arte ?

Fazendo Arte no Peabirus - criado em 09/10/2007

Comunidade com foco nos artistas que andam "escondidos" em cada um de nós - o poeta, músico, escritor, cineasta, artista plástico... Compartilhe suas artes.

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TAGS: Cultura, criação

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